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2. Sintaxe

Funções sintáticas

Cada um dos elementos que fazem parte de uma frase desempenha uma função sintática distinta que pode ser essencial (indispensável para a compreensão do enunciado) ou acessória (acrescenta uma informação ao sentido da frase; pode ser omitida, pois não perturba a compreensão do enunciado).

Funções sintáticas ao nível da frase:

  • Sujeito: função sintática do constituinte da frase sobre o qual se faz uma declaração e que controla a concordância verbal. O sujeito pode ser substituído por pronomes pessoais (ele, eles, ela, elas), sendo que tradicionalmente, usa-se como critério para a sua identificação a formulação da pergunta quem?

Exemplo: A professora e os alunos respeitam-se mutuamente.

  • Predicado: função sintática desempenhada pelo verbo e pelos seus complementos. Atenção que, quando o verbo não seleciona complementos, como é o caso dos verbos intransitivos, o predicado é constituído apenas pela forma verbal.

Exemplos: A Maria sorri.
A Joana comprou um livro.
A Ana ofereceu um presente à mãe.

  • Modificador da frase: o constituinte com a função sintática de modificador não é selecionado por nenhum elemento da frase, afetando, no entanto, globalmente a sua interpretação, pois é adicionada informação. Assim, pode ser omitido sem colocar em causa a gramaticalidade da frase. A função sintática de modificador da frase pode ser desempenhada por um grupo adverbial ou por uma oração subordinada adverbial concessiva ou condicional.

Exemplos: Felizmente, terminei o trabalho a horas.
Embora não me apeteça, vou contigo ao cinema.
Se te tivesses despachado, não teríamos chegado atrasados!

  • Vocativo: função sintática do constituinte que é utilizada em situações de chamamento ou invocações. Surge, na frase, isolado por vírgulas.

Exemplos: Joana, queres ir comigo ao cinema?
Podes emprestar-me uma caneta, Ana?
Bom dia, caros colegas, como estão hoje?

Funções sintáticas internas ao grupo verbal:

  • Complemento direto: complemento selecionado por um verbo transitivo direto e não é antecedido de preposição. Pode ser substituído pelos pronomes -o, -os, -a, -as e, tradicionalmente, responde às perguntas o quê? ou quem?

Exemplos: A Ana comprou flores.
A Ana comprou-as.

  • Complemento indireto: complemento selecionado por um verbo transitivo indireto, antecedido da preposição a. Pode ser substituído pelos pronomes -lhe ou -lhes e, tradicionalmente, responde às perguntas a quem?

Exemplos: O Paulo ofereceu flores à mãe.
O Paulo ofereceu-lhe flores.

  • Complemento oblíquo: complemento selecionado por um verbo transitivo indireto. O complemento oblíquo pode ser um grupo preposicional ou adverbial. Ao contrário do complemento indireto, o complemento oblíquo não pode ser substituído pelos pronomes lhe ou –lhes.

Exemplos: A Ana gosta do João.
*A Ana gosta-lhe.
O Paulo estuda aqui.
*O Paulo estuda-lhe.

  • Complemento agente da passiva: complemento introduzido por uma preposição que se refere ao ser que pratica a ação sofrida pelo sujeito. Este complemento surge em frases na voz passiva.

Exemplo: Os artigos foram escritos pelos jornalistas.

  • Predicativo do sujeito: elemento da frase que atribui uma característica, um estado ou uma qualidade ao sujeito. É pedido por verbos copulativos.

Exemplos: A Joana é teimosa.
O Paulo está em casa.

  • Predicativo do complemento direto: elemento da frase que atribui uma característica ao complemento direto. É selecionado por verbos transitivos-predicativos (declarar, considerar, achar, julgar...).

Exemplos: O Paulo considera a Ana bonita.
O juiz declarou o réu culpado.

  • Modificador do verbo: constituinte não selecionado pelo verbo, que acrescenta informação sobre a localização dos eventos e estados, os seus modos, meios, entre outro tipo de informação.

Exemplo: Elas colocaram a loiça na mesa com cuidado.

Funções sintáticas internas ao grupo nominal:

  • Complemento do nome: constituinte selecionado pelo nome. Geralmente, são complementos dos nomes os grupos preposicionais.

Exemplos: camisola de algodão; vinho do Porto; o irmão da Ana.

  • Modificador do nome restritivo: constituinte opcional que restringe a referência do nome, não podendo ser dele separado por vírgula.

Exemplos: A Joana comprou um vestido azul.
Aquele rapaz que me apresentaste é simpático.

  • Modificador do nome apositivo: constituinte opcional que não restringe a referência do nome, devendo ser dele separado por vírgula.

Exemplos: O rapaz, simpático, não sabia o que dizer.
A Joana, que foi para Londres, chega a Portugal esta semana.

Funções sintáticas internas ao grupo adjetival:

  • Complemento do adjetivo: constituinte selecionado pelo adjetivo e é sempre um grupo preposicional, que pode também incluir uma oração.

Exemplos: Fiquei contente com a minha nota a Português.
A Ana ficou ansiosa por saber as novidades!

Coordenação e subordinação

Quando pretendemos unir duas frases simples (ou orações), formando uma frase complexa, podemos recorrer a dois tipos de construção: a coordenação e a subordinação.
A coordenação consiste na junção de orações sintaticamente independentes, através de uma conjunção ou locução coordenativa ou, no caso da coordenação assindética, sem nenhum elemento explícito (ex.: A Ana vestiu o pijama, lavou os dentes, deitou-se).

A subordinação consiste na junção de orações sintaticamente dependentes, através de uma conjunção/locução subordinativa ou ainda de um pronome relativo. Existe, assim, uma oração subordinada, que está dependente da oração subordinante (ou principal).
As orações subordinadas podem ser substantivas (quando desempenham uma função característica do nome), adjetivas (quando exercem uma função geralmente atribuída ao adjetivo) ou adverbiais (quando desempenham uma função típica do advérbio).

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