3. O modelo romano - Soluções
1.1 A conquista e manutenção do extenso império deveu-se à excelente organização do seu exército, uma boa gestão dos recursos económicos, a organização política e administrativa, a aplicação do direito romano, a extensão da pax romana e a concessão progressiva da cidadania a todos os habitantes do império.
2.1 No século I a.C. uma profunda crise política derrubou a ordem estabelecida pelas instituições republicanas. O primeiro imperador Octávio ao ser proclamado prínceps, aceitou também o título divino de Augusto o que legitimou e fortaleceu a sua autoridade. Esta autoridade alicerçava-se no reconhecimento do bom serviço prestado. Este reconhecimento originou o culto imperial que foi espalhado por todo o império, constituindo um dos maiores veículos de propaganda e coesão políticas em todo o império romano.
3.1 O senado, no período imperial perdeu membros e poderes. Faziam pareceres legislativos e detinham a administração local em Roma, Itália e em algumas províncias pacificadas.
As magistraturas deviam obediência ao poder imperial, eram cargos públicos.
O Conselho imperial era um órgão consultivo e deliberativo que auxiliava o imperador.
Os funcionários imperiais exerciam funções na administração central e provincial nos vários departamentos (finanças, justiça, exército, etc).
3.2 Os imperadores romanos acumularam nas suas mãos todos os poderes (executivo, legislativo, judicial e religioso). Controla o Senado, nomeia e controla as magistraturas tradicionais assim como toda a administração imperial.
4.1 O fórum era a praça pública principal, onde eram erigidos os edifícios religiosos e administrativos (templos, basílicas, palácios imperiais, cúria). Para a decoração deste espaço colocavam-se estátuas, colunas e arcos que tinham também uma função comemorativa e propagandística. Durante a época imperial, os imperadores gostavam de mostrar a sua grandiosidade e prestígio e a construção de um fórum era uma dessas formas (ex. fórum de Augusto, fórum de Vespasiano, fórum de Trajano).
5.1 A arquitetura romana é marcadamente utilitária como se pode ver na construção de aquedutos, termas, anfiteatros, etc…Para além da funcionalidade, os romanos preocupavam-se com a grandiosidade e robustez das suas construções. Utilizaram novos materiais e novas técnicas como a utilização de arcos e abóbadas que permitiram a construção de espaços interiores grandiosos. Construíram ainda edifícios comemorativos e de intenções propagandísticas (arcos de triunfo e colunas). Utilizaram as ordens arquitetónicas gregas e criaram eles próprios a ordem compósita.
6.1 A escultura foi amplamente utilizada na decoração do espaço urbano e dos seus edifícios. Foram desenvolvidos dois tipos de esculturas: a estatuária e os relevos. A estatuária romana atinge um notável realismo onde retratavam com fidelidade e minúcia os traços individuais. Os relevos narravam os feitos do povo romano e exaltavam os chefes, tinham por isso um caráter didático e documental que imortalizavam nas colunas e arcos de triunfo.
7.1 A conquista da Península Ibérica foi lenta e difícil, assim como o processo de romanização, que atinge a região de forma desigual. A nível administrativo a península é dividida em províncias, subdivididas em conventos onde se fundaram colónias e vilas. Às povoações já existentes foram transformadas em municípios. A cultura romana foi transmitida aos locais através do exército, imigrantes e autoridades romanas. Os vestígios mais marcantes da presença romana são a língua latina, o direito, as vias de comunicação e o urbanismo /arquitetura com a construção de equipamentos como aquedutos, pontes, termas, etc…
8.1 O direito de cidade é o privilégio que atribui aos habitantes de uma cidade a plena cidadania, ou seja, os mesmos direitos políticos e civis dos habitantes de Roma.
8.2 O direito de cidade foi uma conquista progressiva porque inicialmente estava reservada aos naturais de Roma e a quem se destacasse pelo seu valor ou serviços prestados (século III até 49 a.C.). Em 49 a.C. a cidadania é estendida a toda a Itália e em 212 com o Edito de Caracala o direito de cidade é estendido a todos os habitantes livres do Império.
8.3 A progressiva extensão da cidadania constituiu um longo processo de maior harmonização dos estratos populacionais com vista a estabilizar o regime imperial e a apaziguar os conflitos, rivalidades e revoltas sociais.
9.1 As preocupações urbanísticas dos romanos estavam relacionadas com o traçado das ruas, com a criação de sistemas de esgotos e abastecimento de água, com a construção de equipamentos públicos (termas, teatros, fórum, biblioteca) e com a construção dos edifícios religiosos e públicos (templos, cúria, basílica, fórum, etc).
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